EXTRA: Com medo da prisão, irmã de Aécio chora, mas esquece que já foi delatada 6 vezes



redes sociais para rebater a acusação trazida na capa da revista Veja deste fim de semana, de que Aécio recebeu propina da Odebrecht numa conta em Nova York operada por Andreia; “É mentira”, disse ela em vídeo; conhecida por cuidar da imagem do irmão e por coordenar a publicidade oficial de Minas quando Aécio era governador, Andreia chorou ao negar que tenha recebido propina supostamente revelada pelo ex-executivo Benedicto Júnior; “Eu não sei o que está acontecendo para atacar de forma tão covarde a vida das pessoas. Eu gostaria de olhar no de cada pessoa que acompanha o nosso trabalho e dizer que é mentira, e que nós vamos provar”, disse a irmã de Aécio;


O ex-­presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Junior, delator da Lava Jato, afirmou que a empresa depositou propina para o senador numa conta em Nova York operada por sua irmã, Andrea Neves.
A informação é da Revista Veja deste final de semana. O texto diz que situação de Aécio “é um pouco pior” do que a dos outros caciques tucanos que poderiam concorrer à presidência, José Serra e Geraldo Alckmin, e que “pode se complicar ainda mais”.

“BJ era amigo de Aécio e frequentemente era visto jantando com o senador no Rio”, diz a Veja.

“De acordo com BJ, os valores foram pagos como ‘contrapartida’ — essa é a expressão usada na delação — ao atendimento de interesses da construtora em empreendimentos como a obra da Cidade Administrativa do governo mineiro, realizada entre 2007 e 2010, e a construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Estado de Rondônia, de cujo consórcio participa a Cemig, a estatal mineira de energia elétrica”, diz trecho da matéria.

“A denúncia de BJ é grave e atinge em cheio a imagem de um político que, até outro dia, firmava-se como a principal liderança da oposição ao governo do PT e, com o impeachment de Dilma, tornou-se figura expressiva, embora atuando nos bastidores, no governo de Michel Temer. Por meio de sua assessoria, Aécio Neves classificou a acusação de ‘falsa e absurda'”, diz ainda a publicação.

Aécio seria o político que recebeu uma das mais altas somas da empreiteira, R$ 70 milhões, considerando-se pagamentos de 2003 até hoje, de acordo com o conteúdo das delações, informa o texto.