Querendo se perpetuar no poder, governantes defendem voto em lista fechada


Após reunião com os presidentes Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE); da República, Michel Temer; e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, no Palácio do Planalto, na manhã desta quarta-feira, para debater propostas para a reforma política, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o presidente do Senado, Eunício Oliveira, defenderam o financiamento eleitoral público com o sistema de lista fechada.

Eles são alvos da Operação Lava Jato e também de abertura de inquérito na lista de Janot. 

Eunicio e Maia discutem com parlamentares desde a semana passada mudanças no sistema eleitoral para sobrevirem às eleições do ano que vem. Eles alegam que o financiamento de campanhas será uma incógnita sem doações de empresas.

No sistema de voto em lista fechada, o eleitor vota na lista do partido, e não mais no candidato. A principal resistência de parlamentares à proposta é que a escolha ficaria a cargo dos comandos dos partidos – fortalecendo o caciquismo partidário. 

Ou seja, é uma forma que encontraram para se perpetuarem no poder, já que no sistema antigo, que era governar fazendo caixa para se reeleger, foi descoberto graças a operação Lava Jato. 

Créditos papotv.com