Lula, Dilma e Aécio o envolvimento comprometedor com a Friboi. Entenda

O caso é mais sério e mais profundo do que se imagina
O dono da JBS-Friboi, em 27 de outubro de 2015, e um dos homens mais ricos do Brasil, subiu em um palco montado no salão de convenções do hotel Grand Hyatt, um dos mais luxuosos de São Paulo para falar em um seminário sobre política e economia brasileira.

A primeira pergunta dirigida a Joesley começou com uma provocação: “Muitas pessoas apelidaram a JBS de JBNDES…”

Herdeiro de um modesto negócio familiar, o goiano de 43 anos chamava a atenção internacional por tê-lo transformado em um conglomerado global com mais de 230 mil empregados pelo mundo.

A J&F, holding presidida por Joesley, controla a JBS, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, famosa no Brasil pela marca Friboi, a Eldorado Celulose, o Banco Original, a indústria de cosméticos Flora, o laticínio Vigor e vários outros negócios.

O empresário manteve a calma mas não escondeu a irritação com a sugestão que sua empresa só cresceu com a ajuda do banco estatal sob a bênção dos governos do PT.

Joesley disse que a provocação era injusta porque suas empresas receberam exatamente as mesmas condições de outros tomadores de empréstimos do BNDES e pagavam os compromissos rigorosamente em dia.

No primeiro governo de Dilma Rousseff (2011-2014), o BNDES despejou R$ 2,8 bilhões, com juros abaixo dos praticados no mercado, nas empresas do grupo.

O dinheiro do BNDES tornou Joesley um dos rostos mais conhecidos da política petista de bombar os “campeões nacionais”. No Brasil, ele comprou a Seara. Nos Estados Unidos, o grupo se tornou dono do famoso frigorífico Swift.

A política de “campeões nacionais” financiava, por meio de bancos públicos, grandes empresas brasileiras de setores considerados “estratégicos” com potencial para se tornarem líderes globais.

Ao mesmo tempo em que o dinheiro do BNDES entrava, as empresas de Joesley se tornaram campeões em outro setor: a de doações para políticos.

Em 2010, as empresas doaram R$ 66 milhões para candidatos e partidos. Quatro anos mais tarde, as doações somaram R$ 391 milhões.



Dentre as doações da JBS durante a campanha de 2014, destacam-se as feitas a Dilma, de R$ 73 milhões…

…e ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), de R$ 51 milhões.
Créditos juntospelobrasil.com