Deltan Dallagnol rebate Gilmar Mendes

O procurador do MPF e coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, afirmou que a ideia de descarte de provas da Operação por conta de vazamentos “não faz qualquer sentido”.

A afirmação rebateu a crítica de Gilmar Mendes sobre a acusação de que teria partido do Ministério Público Federal o vazamento de alguns nomes que seriam alvos dos 83 pedidos de inquérito feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que terminou sugerindo um descarte de provas da Lava Jato.

“Os vazamentos são ilegais, condenáveis e são um problema. É difícil você investigar a origem do vazamento. É difícil você chegar a quem vazou a informação. É bom ressaltar que o vazamento jamais interessa aos órgãos do Estado. Tudo o que se vazou foi de delação, o que tem acesso a um grande número de pessoas. Nos casos em que apenas os agentes públicos tiveram acesso as informações, elas não vazaram. Nada saiu sem publicidade oficial”, explicou Dallagnol.
Dallagnol ainda "deu aula" ao ministro do STF:

"Você anula quando ela teve origem ilícita. Se eu usasse a prova vazada a partir do vazamento poderia se discutir a licitude. Mas usamos a prova a partir da origem dela e não do vazamento”, disse.
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