Investidores estrangeiros temem vitória de Lula e garantem: ‘seria um enorme retrocesso contra corrupção, Desastre’

Matéria publicada nesta quinta-feira (23) pela Forbes Investidores revela que estrangeiros estão preocupados e temem até “desastre” se Lula for eleito em 2018.

O mercado de ações do Brasil, medido pelo fundo iShares MSCI Brasil (EWZ), subiu 20% este ano. Nenhum país pode fazer melhor para Wall Street, avalia Forbes.

“Eu recomendo que parem de questionar se o Brasil vai crescer ou não, porque já estamos crescendo”, disse Sergio Rial, presidente do Santander, ao jornal Folha de São Paulo na terça-feira (22).

“O que temos de perguntar a nós mesmos agora é se esse crescimento é suficiente e de onde vem”, disse ele.

Contudo o colunista Kenneth Rapoza, ressalta que o mercado está preocupado com País, já de olho em 2018. Segundo ele existe uma faísca de preocupação lá fora que tem menos a ver com o assunto dos preços dos títulos brasileiros e mais a ver com a indicação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva possa voltar ao poder em 2018.

O colunista ouviu a opinião de diversos especialistas de mercado, sendo que poucos deles mostraram otimismo com a volta de Lula que, em 2002, foi visto com grande ceticismo pelo mercado, mas que tinha conseguido contornar as expectativas nos anos seguintes.

Forbes recorda que ele presidiu um período notável na história do Brasil, não visto desde os chamados anos milagrosos da ditadura na década de 1970. A inflação entrou em colapso, as taxas de juros caíram, os preços de todas as principais commodities que o Brasil dominou – da soja ao minério de ferro – subiram na demanda chinesa e o desemprego caiu. As trabalhadoras domésticas, cujo futuro parecia relegado à servidão, conseguiram empregos em empresas e shoppings. Ele foi louvado pelo mundo. Mas quando o super-ciclo de commodities terminou, Dilma não pôde continuar com essas políticas. O governo estava ficando sem dinheiro. De fato, vários estados brasileiros têm um ranking de crédito pior do que o da Venezuela, o estado mais frágil da América do Sul.

“Se ele vencer em 2018, seria um enorme retrocesso na luta contra a corrupção e representaria um declínio bastante significativo na confiança das empresas no Brasil”, diz Joao Gabriel Barros, sócio da Libra Energia, uma empresa brasileira Empresa de comércio de energia, avaliando que haveria uma fuga de capitais.

Créditos thenewsbrasil.com