Ex-assessor de Dilma afirma: 'Fomos obrigados a mentir'


O jornalista e cientista político Rodrigo de Almeida revelou fatos assustadores do governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Almeida era secretário de imprensa da ex-presidente e assessor do Ministério da Fazenda. Ele escreveu um livro chamado "À sombra do poder" e detalhou os bastidores da crise que "derrubou" a ex-presidente.

O livro escrito por Almeida é bem revelador e conta as dificuldades de Dilma em conseguir se manter no poder. A palavra "golpe" foi usada pouquíssimas vezes pelo autor, talvez demonstrando que essa palavra já está com os dias contados.

Sem ter intenção, o ex-assessor de Dilma deixa escapar fatos que jamais os petistas assumiram. Um dos exemplos é quando o autor comenta o vazamento do áudio de Michel Temer, na época vice de Dilma, comemorando o provável impeachment da petista. Nesse momento, diz Almeida, Dilma e alguns de seus ministros se encheram de ódio e traçaram uma reação a essa euforia de Temer. Os ministros que estavam com ela era Ricardo Berzoini e Jaques Wagner e o assessor especial Gilles Azevedo.

Estratégia da mentira
Tanto Dilma como seus ministros decidiram jogar mentiras ao povo brasileiro, para que todos pudessem repudiar o possível governo de Temer. O governo petista mandou uma ordem para que se espalhasse o temor do fim do "Bolsa Família" e de outros programas sociais. As mentiras eram para propagar o ódio a Temer.

Ao assumir o governo, Michel Temer provou que o governo do PT mentiu, pois o presidente, além de continuar os programas sociais, deu um reajuste ainda maior ao "Programa Bolsa Família".

Incapacidade
Rodrigo de Almeida, mesmo elogiando veemente a sua ex-chefe, destaca que ela não teve capacidade de governar o País. De acordo com o autor, ela teve sucessivos erros e não soube dialogar com os parlamentares e fazer um jogo político com pretensões ao êxito. "Ela teve trapalhadas desastrosas durante seu governo", disse o autor.

A narrativa do livro "À sombra do poder" mostra claramente que a ex-presidente sofreu impeachment porque cometeu crimes de responsabilidade previstos na Constituição e foi condenada por isso. Nesse caso, valeu a democracia. 
Créditos em Blasting News