Em despacho, Sérgio Moro acaba com Gilmar Mendes

Durante o julgamento de um recurso do ex-tesoureiro do PP João Cláudio Genu no STF, negado pelo relator da Lava Jato na Corte, ministro Edson Fachin, na última terça-feira, Gilmar Mendes disse que “temos um encontro marcado com as alongadas prisões que se determinam em Curitiba. 

Temos que nos posicionar sobre esse tema, que conflita com a jurisprudência que construímos ao longo desses anos”.

No despacho em que negou a prisão domiciliar ao ex-deputado Eduardo Cunha, preso preventivamente desde outubro e réu pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, Moro ponderou que “apesar da crítica genérica do excesso das prisões preventivas, há atualmente cerca de sete acusados presos preventivamente sem que tenha havido a prolação de sentença na ação penal”.

E completa:

“Nesse caso, as críticas às prisões preventivas refletem, no fundo, o lamentável entendimento de que há pessoas acima da lei e que ainda vivemos em uma sociedade de castas, distante de nós a igualdade republicana”, afirma o juiz federal.

Créditos  PAPOTV