Assista: Eduardo Bolsonaro mandou um foda-se para o politicamente correto e os Direitos Humanos


Eduardo Bolsonaro criticou órgãos nacionais e internacionais que, para ele, são responsáveis por defender grupos violentos em presídios. 

"O Brasil é o país da piada pronta", disse o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) no início do vídeo publicado na sua página oficial do Facebook, nessa quarta-feira, dia 11 de janeiro. No vídeo, o conhecido membro da família Bolsonaro, filho do também deputado Jair Messias bolsonaro (PP), dá sua opinião a respeito das grandes discussões decorrentes dos massacres em presídios nos últimos dias.

Neste, ele fala abertamente o que pensa sobre o frequente debate da causa dos massacres, onde atribui-se a culpa à guerra de facções criminosas e também na superlotação dos presídios brasileiros, que teria falhado em assegurar a proteção dos presidiários. "Se o Estado falha na segurança deles lá dentro, porque não indenizar também as vítimas aqui fora na sociedade, que foram mortas e que estão sofrendo com os crimes que estas mesmas pessoas fizeram? A gente só vai conseguir sair disso de um jeito: Quando a gente disser "f***-se" para o politicamente correto, quando a gente c**** para os Direitos Humanos. Quando a gente mandar a ONU ir catar coquinho quando ela vier dar recomendação dizendo que o Brasil precisa fazer audiência de custódia. Audiência de custódia é o que tem colocado presos em flagrante na rua novamente.", declarou.
Bolsonaro responde também aos pedidos de mais investimento em educação como contraponto aos recentes investimentos financeiros em presídios. "'Mais escola, menos presídio'. Mas há quanto tempo você escuta isso? Há quanto tempo o governo tem falhado em investir em educação? Será que não está na hora de a gente tentar algo um pouquinho diferente? A gente já tem décadas de direitos humanos, vamos copiar um pouquinho dos exemplos que dão certo também."

O deputado é conhecido pela sua desaprovação ao Estatuto do Desarmamento, e reafirma isso em trecho do vídeo. "Enquanto a gente continuar tendo pena de criminoso, enquanto a gente não entender que crime é opção, que você que rala, que dá duro e que paga o seu imposto, que o vagabundo é uma pessoa que exatamente não trilhou o seu caminho, que não quer pegar um ônibus lotado, que quer chegar lá e ter o melhor salário logo de cara, enquanto a gente não entender que isso aí é uma questão de opção, a gente vai continuar sacrificando as nossas ovelhas, que inclusive estão desarmadas."