Cármen Lúcia apresenta argumento autoritário para defender voto obrigatório


A ministra Cármen Lúcia segue em seu trajeto de intervir em todos os aspectos da vida nacional. É a rainha brasileira.

Ela comentou o alto número de abstenção e de votos brancos e nulos nas últimas eleições e as novas discussões sobre o voto facultativo, que dá liberdade ao eleitor de escolher de vai ou não votar.

Mas a argumentação de Cármen Lúcia é esta miséria: “Sou favorável ao voto obrigatório até que a educação no Brasil garanta que todo mundo tenha suficiente informação para poder se posicionar com liberdade absoluta”.

Não faz sentido. Se o número de pessoas que está votando em branco ou anulando seus votos é tão alto, é sinal de que elas já não estão dispostas a sair de casa para votar. Dizer que isso ocorre por “falta de informação” chega a ser um desrespeito com o povo. No geral, vemos uma medida autoritária (o voto obrigatório) defendida por argumentos ruins.