A população precisa pressionar Cármen Lúcia para que derrube sigilo de delação


A morte trágica do ex-ministro Teori Zavascki, num desastre aéreo que ainda não foi devidamente esclarecido, não serviu para conter a Lava Jato ou, como disse o senador Romero Jucá (PMDB-RR), um dos arquitetos do golpe contra a democracia brasileira, para estancar a sangria.

Portanto, a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, já reúne plenas condições de homologar todas as delações antes do fim do recesso do Poder Judiciário, que termina na terça-feira 31.
Será possível confirmar, por exemplo, que Michel Temer pediu e recebeu R$ 10 milhões do departamento de propinas da Odebrecht, que José Serra recebeu R$ 23 milhões desse mesmo departamento numa conta suíça e que o senador Aécio Neves tinha despesas pessoas pagas pela empreiteira, por meio de seu marqueteiro, além de claro, todos os podres de Lula e Dilma.
No entanto, para honrar a memória do ministro Teori Zavascki, que morreu num desastre aéreo antes de concluir seu trabalho, a presidente do STF deve também seguir outro procedimento que seria adotado por seu colega: levantar o sigilo das 77 delações.